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EVOLUÇÃO BIOLÓGICA Não é preciso ser ateu para acreditar na evolução. O físico e ateu ganhador do Premio Nobel, professor Steven Weinberg, defendeu a questão da seguinte maneira: “algumas pessoas têm a visão de Deus tão ampla e flexível que é inevitável que encontrem Deus em todas as coisas. Segundo ele, a palavra Deus pode ter o significado que quisermos. Se alguém quiser dizer que “Deus é energia” poderá encontrar Deus num pedaço de carvão”. Segundo o evolucionista Richard Dawkins, é preciso ser ateu para acreditar na teoria da evolução. Dawkins diz: “a fé em qualquer entidade divina ou sobrenatural é um equívoco”. Em seus livros “Deus, um delírio” e “Is Science a Religion? The Humanist”, ele afirma que: “a fé é a grande enrolação, a grande desculpa para fugir da necessidade de pensar e avaliar as evidências. A fé, por ser uma crença que não se baseia em evidências, é o principal vício de qualquer religião”. Ele alega o seguinte: “ser ateu é uma aspiração realista, corajosa e esplêndida, pois é possível ser um ateu feliz, equilibrado, ético e intelectualmente realizado”. A maioria dos ateus acredita que só haja um tipo de matéria no Universo. É dessa matéria física que nascem à mente, a beleza, as emoções, os valores morais e todos os fenômenos que enriquecem a vida humana. Para o ateu, não há nada além do mundo natural e físico, isto é, nenhuma inteligência sobrenatural vagando por trás do Universo. Para eles o cosmo, é mais deslumbrante do que o Deus de qualquer seita. Eles acreditam que a vida é a celebração da existência. Eles alegam que a grande vantagem da fé religiosa, sua força e sua glória, é que ela não depende de justificativas racionais. Por outro lado, existem fundamentalistas religiosos de fé cega determinados em atacar a Ciência, dizendo que ela não dá respaldo a determinados fenômenos, e por isso, não é digna de crédito, não é confiável, podendo ser considerada até mesmo perigosa. O líder do movimento criacionista, Henry Morris, teceu o seguinte comentário: “essa mentira chamada evolução permeia e domina o pensamento moderno em todos os campos. Sendo assim, é inevitável que o pensamento evolucionista seja, basicamente o responsável pelos desenvolvimentos políticos mortalmente sinistros e pelo esfalecimento caótico, moral e social que vem sendo catalisado em todos os lugares. [...]. Se a Ciência e a Bíblia entram em desacordo, é óbvio que a Ciência interpreta os dados de forma errônea”. É importante lembrar também, que terroristas religiosos,
fanáticos e extremamente dogmatizados, matam em nome de “Deus”.
Tornam-se homens-bomba em nome do “Senhor”. Tanto a falsa
religião quanto a pseudociência materialista lutam acirradamente
para preservar esse bolo recheado ridículo. É hora de
pedir uma trégua no conflito cada vez mais acirrado. Este conflito
nunca foi necessário. Ele foi iniciado e intensificado por extremistas
de ambos os lados. Essa é uma grande oportunidade da Humanidade de auto-reflexão para chegar a uma possibilidade de harmonia entre Ciência e Espiritualidade. Render-se incondicionalmente ao grande desconhecido seria o fim da Ciência, por outro lado, propagar a idéia de uma Ciência infalível, conduzida por heróis, talvez não passe de fundamentalismo científico. Quem quer conhecer a visão do mundo espiritual e científica não deve fazê-lo de modo superficial. Tem que ter conhecimento. “Espiritualização é cultura”. “Ciência é cultura”. São necessários estudos para observar e analisar, com mais profundidade. Começamos a compreender que conhecimento é liberdade e poder. É com conhecimento que iremos aprender a canalizar as energias do amor para realizações nobres, sem desvios, sem preconceitos e sem erros. É através do autoconhecimento que obteremos a auto-realização e a auto-espiritualização. O psiquiatra renomado Sanislav Grof, do Instituto de Pesquisas Integradas, da Califórnia, relata que: “A contribuição mais importante que a Espiritualidade pode prestar a Ciência é proporcionar profundas percepções que possam ser submetidas a testes científicos". Espiritualidade e Ciência não estão em conflito,
não estão em pólos opostos, elas devem caminhar
juntas e unidas em prol da Humanidade. Na verdade, a Ciência e
a Espiritualidade são duas abordagens complementares para o entendimento
da existência, os dois lados da mesma moeda, de modo que a Espiritualidade
pode auxiliar a Ciência na compreensão dos seus enigmas.
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