FEMININO E MASCULINO

Feminino e Masculino
Por Carlos Roberto Ventura
A criatura humana, no seu hemisfério de relacionamentos, tropeça
em situações comparadas às pequenas pedras no caminho
dos peregrinos. Elas vão incomodando, levando-os aos escorregões,
tropeços, provocando inesperadamente, uma queda, ferimentos que
podem tornar-se sérios. A convivência homem e mulher oferecem
condições para que ambos, em respeito aos direitos e a
liberdade de cada um, conheçam-se no íntimo da alma, onde
não há lugar para hipocrisias.
A sociedade foi criada e erguida entre as quatro paredes do machismo.
Durante milênios, em sua casa discriminatória e preconceituosa,
definiu-se como mandante, requerendo pela força física,
a submissão do espírito feminino. Na Sagrada Mãe
Natureza, há lições que mostram a diferença
entre o acatar para não se violentar, e o calar-se por covardia.
As mulheres não foram covardes e aguardaram, como uma semente
lançada em solo fértil, a oportunidade para brotar e fazer
jorrar toda sabedoria abafada e impedida de florescer. Ainda hoje, há
homens que insistem em carregar o sexo na cabeça, portanto, não
ocupam o cérebro a não ser com um oceano de esperma, fétido,
cuja procedência registra os porões da sua própria
primitividade.
Não há lugar para o preconceito e a discriminação
nessa jornada de luz e despertar da energia feminina. Masculino e feminino
jamais foram opositores em seus anseios pela vida. Um dia, no passado,
a criação que nada tem a ver com as religiões das
tradições e mentiras, estabeleceu a unidade na adversidade,
oferecendo abrigo aos pensamentos de parcerias. Não fosse a prepotência,
o orgulho, a cegueira conveniente dos machos, a mulher estaria abraçada
as mais belas causas humanitárias, quem sabe, como promotoras
dessa paz que a humanidade tanto busca e ânsia. Movimentos machistas
e feministas são doenças dominantes, de mentes desajustadas,
que convoca o desentendimento e a desunião, contra a vida, a
harmonia e o amor.
O presente revela modificações relevantes no procedimento,
nas ações, nos ideais, nos objetivos, levando-nos aos
mais altos patamares da convivência entre divergentes correntes
de pensamentos. O pensar diferente não solicita preconceito e
natural, pela imposição, pela força física,
pelo contrário, deixa livre todo princípio de ser e não
ter. Quando oferecemos nossas mãos para um caminhar lado a lado,
estamos derrubando os muros e construindo pontes, que ligam as diferenças,
as energias, as almas, sobre rios lamacentos do passado, onde não
havia como despoluir suas águas na fonte inesgotável do
amor, incondicional, oferecido gratuitamente pela Sagrada Mãe
Natureza, senhora absoluta de nossas vidas.
Feminino e masculino são formas que se encaixam devidamente quando
movimentadas pelas energias das almas. Nós, homens, fomos gerados
no ventre feminino, onde recebemos carinho, amor, respeito e alimento
para o nosso desenvolvimento intelectual, sem, no entanto, perder a
riqueza de alma. Se perdermos, somos os únicos responsáveis.
O mundo passa pela revisão do processo criativo, que identificará
as forças que não desejam viver na harmonia, no respeito,
no amor e na liberdade plena e absoluta de pensar, agir e se manifestar.
Elas serão ceifadas como ervas daninhas na implementação
de uma nova sociedade. Quem viver verá.
Por Carlos Roberto Ventura
“Amar incondicionalmente; a atitude inteligente de quem deseja
transformar o mundo no tão sonhado paraíso”.
http://coisasdalma.vilabol.uol.com.br/
Postado no Jornal Prana – Universo Holístico –
Agosto / 2010
Muita Paz e Luz.
Um beijo no coração de todos.
José Eduardo Antonio de Mattos
Angela Maria de Aquino Mattos