O MUNDO IDEAL

Por Isis Lyrio de Escobar Fagundes
O futuro está sustentado na esperança que nós temos
de nossa capacidade de transformação do momento em que
vivemos. Para tanto, toda bagagem já adquirida servirá
de sustentáculo para as experiências de cada dia, tornando-nos
cada vez mais fortes e capazes de construir um futuro melhor para todos
como um paradigma de nossos pensamentos.
Mesmo que uma grande parte da humanidade não saiba se vai resistir
a mais um dia de incertezas, outra parte forma um exército de
seres humanos, em todas as partes do planeta, que luta em bloco por
novas esperanças para todos, incluindo e seu mister diário,
tanto os doentes por excesso, quanto os adoecidos por escassez.
Como todo processo de transformação é lento e o
mundo material impõe pressa e inquietude, somos frequentemente
invadidos por estados de ansiedade para obtenção de respostas
imediatas nos indivíduos de per si. Esses sentimentos são,
muitas vezes, traduzidos pelo grupo social como se o mundo estivesse
caminhando para o caos.
A vida que levamos, nas suas diferentes variações, como
bem estar/mal estar, sucesso/fracasso, felicidade/infelicidade está
de acordo com a qualidade de nosso pensamento.
Essa qualidade do pensamento está intimamente ligada às
crenças que a humanidade acumulou ao longo de milênios
e que nos condicionamos a elas, criando uma avaliação
projetiva dos fatos e situações do dia a dia.
Quanto mais nos apegamos a nossas crenças, menos percebemos nossos
processos internos e mais lentos é o processo de mudança.
Nesse jogo projetivo, o homem transfere para outras pessoas ou divide
com alguém a responsabilidade das insatisfações
e fracassos.
Mas, como não se percebe o que não é visível
aos nossos órgãos dos sentidos, não se percebe
que as transformações são conseguidas pelas emissões
de pensamento dos seres que alimentam esperanças em prol do bem
estar de uma pessoa. Podemos assim dizer que as qualidades inerentes
ao pensamento está na justa medida de nossa qualidade de vida.
O que quer que vivamos está de acordo com nossos pensamentos.
O pensamento provoca como uma despolarização do ambiente,
como acontece com a onda eletro-magnética, deslocando uma quantidade
de energia capaz de produzir mudanças tanto para o bem quanto
para o mal, atingindo longas distâncias, conforme a sua emissão.
Para uma emissão com objetivo de transformação
das disfunções de ordem emocional dependerá da
sintonia que esteja conectado, como se fosse uma programação
específica de um emissor para determinado receptor, cuja eficácia
da transformação está intimamente ligada à
qualidade dos sentimentos amorosos emitidos pelo transmissor.
No caso do pensamento emitido, há um percurso ondulatório
que predispõe a um fenômeno semelhante a um emissor de
rádio que opera em faixas de freqüência. Ou seja,
estamos sempre abertos a qualquer tipo de interferência em nossa
vida, através do pensamento, desde que estejamos em sintonia
com alguém que nos envia uma vibração e somente
desse modo.
O pensamento é que define o “Hálito mental”
do ser, através do que definimos se nos sentimos bem ou mal com
a presença de uma pessoa, pois a eletricidade emanada pelo seu
pensamento define nossos estados de alegria, prazer ou paz, bem como
as antipatias pessoais.
A qualidade positiva de nosso pensamento em benefício do outro
pode ser caracterizada como a construção de nossa casa
interior, em que cada tijolo disposto um sobre o outro, organizados
em harmonia crescente pela ação concreta do trabalho dia
após dia. Essa qualidade deve estar aliada à paciência
para caminhar junto o tempo necessário para que os objetivos
sejam alcançados com êxito.
O somatório dos pensamentos em prol do bem da humanidade levará
à construção do mundo ideal em que a paz e a fraternidade
regerão as forças transformadoras de nossa sociedade humana.
Lembre-se sempre que você é aquilo que pensa e o mundo
será aquilo que pensamos.
Pense nisso !...
Por Isis Lyrio de Escobar Fagundes
Postado no Jornal Católico do Estado do Rio de Janeiro –
Unidade – Agosto / 2010
Muita Paz e Luz.
Um beijo no coração de todos.
José Eduardo Antonio de Mattos
Angela Maria de Aquino Mattos