RNA - O GENE DIVINO PRIMEVO


Em solução, o DNA é menos estável do que o RNA; portanto, a evolução do DNA possivelmente não ocorreu até que RNA estivesse envolto por uma membrana. O RNA foi, provavelmente, o primeiro catalisador biológico; a primeira molécula informativa com grande capacidade de auto-replicação, o “gene divino”. O primeiro código genético era baseado em RNA, que catalisava sua própria replicação, bem como outras reações químicas. O chamado “Mundo do RNA”.    


Interações ordenadas entre RNA e aminoácidos fizeram surgir o código genético atual, o DNA. Segundo alguns cientistas, isto é resultado direto de interações moleculares, da interação involuntária de átomos.
É bom ressaltar que não acredito em nada involuntário, ou aleatório.
Acredito, sim, em afinidade química, em magnetismo, em sincronicidade, em conectividade, em integração e em unificação. Não é por casualidade que as partículas subatômicas e atômicas unem-se. A vida é e, sempre será caracterizada por grande organização, por pura ordem e controle. Devemos entender que a complexidade de informações contidas em cada célula é impressionante. Como profissionais de saúde e estudiosos dos sistemas vivos, não acredito que esta organização inteligente, ordeira e equilibrada, seja aleatória, involuntária ou por casualidade.

Voltando ao assunto, para o código genético, acreditamos que o DNA surgiu de um molde de RNA. Em toda essa situação, foram trocadas energia e informações, caso contrário não teria sido possível haver o surgimento da vida, a partir da matéria não viva. Como o DNA é uma molécula mais estável no meio celular, o DNA deve ter substituído o RNA como código genético para a maioria dos organismos. Nesse momento, o RNA assumiu seu papel atual intermediário na tradução da informação genética, em proteínas. Sabemos que nem o DNA, e nem o RNA, por si só, bastam para criar vida. É bom lembrar que até hoje nenhuma forma de vida foi sintetizada em laboratório.


Craig Venter - Geneticista
Apesar disso, o geneticista Craig Venter, através de pesquisas recentes, deu um importante passo para obter vida artificial. Ele conseguiu montar um genoma completo, de um organismo vivo em laboratório. Trata-se, do primeiro mapa genético, para criar uma forma de vida sintética.

Mycoplasma genitalium
A bactéria usada é um organismo vivo, com o menor genoma conhecido. O objetivo final dos estudos de Craig Venter é conseguir, um dia, criar microorganismos sintéticos que poderiam ser usados na produção de biocombustíveis, na limpeza de resíduos tóxicos, etc.
Os organismos, que predominavam na Terra primitiva, há mais de 3 bilhões de anos, eram as células procarióticas, isto é, sem núcleo e sem organelas citoplasmáticas, simples bactérias amantes do calor. Os procariontes são todos os tipos de bactérias. Existem muitas bactérias à nossa volta. Existe uma gama imensamente diversificada de bactérias. As bactérias são encontradas em todos os “habitats”. São criaturas de grande sucesso na Terra.

Muita Paz.
Um beijo no coração de todos.
José Eduardo Antonio de Mattos
Angela Maria de Aquino Mattos